segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O julgamento pessoal


Finalmente, a diferença entre a oração e a confissão, pelo que diz respeito ao estado do coração perante Deus, e o seu sentimento moral de aversão ao pecado, não pode ser, de modo algum considerada demais.

É muito mais fácil pedir, de uma maneira geral, o perdão dos nossos pecados do que confessar esses pecados. A confissão implica o julgamento pessoal; pedir o perdão pode não envolver e, em si, não envolve esse juízo. Isto, só por si, seria o suficiente para salientara diferença. O juízo próprio é um dos mais valiosos e saudáveis exercícios da vida cristã. Portanto, tudo que tende a produzi-lo deve ser altamente apreciado por todo o cristão sincero.

A diferença entre pedir perdão e confessar o pecado é continuamente exemplificada no nosso tratamento com as crianças. Se uma criança tem feito alguma maldade, acha menos dificuldade em pedir ao pai que a perdoe do que em confessar abertamente e sem reservas a maldade. Ao pedir perdão, a criança pode ter em seu pensamento um determinado número de coisas que tendam a diminuir o sentimento do mal, pode pensar que, afinal, não havia muita razão para a censurarem, embora seja conveniente pedir perdão ao pai; enquanto que, ao confessar a maldade, faz o seu próprio julgamento.

Além disso, ao pedir perdão a criança pode ser influenciada principalmente pelo desejo de escapar às conseqüências da sua maldade; enquanto que um pai sensato procurará despertar no filho exatamente a convicção do mal, e essa convicção só pode conseguir-se em relação com franca confissão da falta relacionada com o julgamento de si próprio.

Assim é também na maneira de Deus proceder para com os Seus filhos, quando eles procedem mal. Tudo tem de ser exposto completamente e julgado pela pessoa. Ele quer fazer-nos recear não só as conseqüências do pecado — que são inexprimíveis — mas detestar também o próprio mal, por causa da sua hediondez aos Seus olhos. Se fosse possível, quando cometemos pecado, sermos perdoados simplesmente, porque pedimos perdão, a nossa compreensão do pecado e atitude perante ele não seriam tão intensas; e, como conseqüência, a nossa apreciação da comunhão com que somos abençoados não seria tão elevada. O efeito moral de tudo isto sobre o caráter da nossa constituição espiritual e a natureza da vida prática deve ser claro para todo o crente experimentado.

domingo, 30 de dezembro de 2012

a diferença entre confessar pecados e pedir perdão


Existe uma grande diferença moral entre orar pedindo perdão e confessar os nossos pecados, quer encaremos o problema em relação ao caráter de Deus, quer em relação ao sacrifício de Cristo ou ainda à condição da alma. É muito possível que a oração de uma pessoa envolva a confissão do pecado, qualquer que seja a sua natureza, e assim chegar ao mesmo resultado. Porém, é sempre bom não nos afastarmos da Escritura no que pensamos, dizemos e fazemos. É evidente que quando o Espírito Santo fala de confissão, não quer dizer oração. E é também evidente que Ele sabe que existem elementos morais na confissão e que dela resultam efeitos práticos que não pertencem à oração. De fato, descobrimos amiúde que o hábito de importunar Deus com o pedido do perdão dos pecados revela ignorância a respeito da forma como Deus se revelou na Pessoa e obra de Cristo; acerca da relação em que o sacrifício de Cristo colocou o crente e quanto ao modo divino de alijar a consciência do fardo do pecado e de a purificar da mancha do pecado.

Deus ficou perfeitamente satisfeito, quanto aos pecados do crente, na cruz de Cristo. Na cruz foi feita completa expiação por todo o pecado na natureza do crente e na sua consciência. Por isso, Deus não necessita ainda de mais propiciação. Não precisa de qualquer coisa mais para despertar o Seu coração pelo crente. Não precisamos de Lhe suplicar que seja "fiel e justo", pois a Sua fidelidade e justiça foram gloriosamente patenteadas, justificadas e satisfeitas na morte de Cristo. Os nossos pecados nunca poderão vir à presença de Deus, visto que Cristo, que os levou todos e os tirou, está ali. Contudo, se pecamos, a consciência sente—deve senti-lo; sim, o Espírito Santo far-nos-á senti-lo. Não pode deixar passar um simples pensamento vão sem ser julgado. Então o nosso pecado abriu caminho para a presença de Deus? Terá encontrado lugar na luz pura do santuário? Deus nos livre! O "Advogado" está ali—"Jesus Cristo o Justo", para manter, em integridade inquebrantável, o parentesco em que nos encontramos. Todavia, embora o pecado não possa afetar os pensamentos de Deus a nosso respeito, pode afetar e afeta os nossos pensamentos em referência a Ele ('). Embora não tenha acesso à Sua presença, pode chegar à nossa, da maneira mais triste. Embora não possa ocultar o Advogado dos olhos de Deus, pode encobri-Lo dos nossos. Amontoa-se, como uma nuvem sombria e espessa, sobre o nosso horizonte espiritual, de sorte que as nossas almas não podem desfrutar a claridade bendita da face do Pai. Não pode afetar o nosso parentesco com Deus, mas pode afetar seriamente o dele. Que devemos, pois fazer? A Palavra de Deus responde: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça".

Por meio da confissão desembaraçamos a nossa consciência; o sentimento agradável da nossa posição de filhos é restaurado; a nuvem sombria dissipa-se; a influência desanimadora desaparece; os nossos pensamentos em relação a Deus são corrigidos. Tal é o método divino; e podemos dizer que, na realidade, o coração que sabe o que é ter estado no lugar da confissão sentirá o poder divino das palavras do apóstolo: "Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo PARA QUE NÃO PEQUEIS" (l Jo 2:l).

Em contrapartida, há um meio de orar pedindo perdão em que se perde de vista o fundamento perfeito do perdão, o qual foi lançado no sacrifício da cruz. Se Deus perdoa pecados, tem de ser "fiel e justo" ao perdoar. Mas é evidente que as nossas orações, por mais sinceras e fervorosas que sejam, nunca poderiam constituir a base da fidelidade e justiça de Deus para perdoar os nossos pecados. Nada, salvo a obra da cruz podia conseguir isto. Ali a fidelidade e a justiça de Deus foram plenamente estabelecidas, e isso também com relação imediata aos nossos pecados atuais e a sua raiz na nossa natureza. Deus já julgou os nossos pecados na Pessoa do nosso substituto "no madeiro"; e, no ato da confissão, nós julgamo-nos a nós próprios. Isto é essencial para se alcançar o perdão divino e restauração. O menor pecado por confessar e por julgar, na consciência, manchará inteiramente a nossa comunhão com Deus. O pecado em nós não requer este efeito; porém se permitirmos que o pecado permaneça sobre nós não podemos ter comunhão com Deus. Ele tirou os nossos pecados de tal maneira, que pode ter-nos na Sua presença; e enquanto estivermos na Sua presença o pecado não poderá perturbar-nos. Porém se saímos da Sua presença e comete¬mos pecado, ainda que seja só em pensamento, a nossa comunhão deve, por necessidade, ser suspensa, até que, pela confissão, nos libertemos do pecado. Tudo isto está fundado exclusivamente sobre o sacrifício perfeito e a justa advocacia do Senhor Jesus Cristo.

sábado, 29 de dezembro de 2012

confissão dos pecados



Mas, "se alguém pecar", que deve fazer? O apóstolo inspirado dá uma resposta clara e bendita: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 Jo 1:9). Confissão é a maneira de manter a consciência livre. O apóstolo não diz, "se orarmos por perdão, ele é benigno e misericordioso para nos perdoar" .Sem dúvida, é sempre um alívio para qualquer filho fazer chegar aos ouvidos do pai as suas necessi¬dades — contar-lhe as suas fraquezas, confessar-lhe a sua loucura, defeitos e faltas. Tudo isto é muito verdade; e além disso é igualmente verdade que o nosso Pai é terno e misericordioso para atender os Seus filhos em todas as suas fraquezas e ignorância; porém, apesar de tudo isto ser verdade, o Espírito Santo declara, por intermédio do apóstolo, que, "se confessarmos os nossos pecados", Deus é fiel e justo para nos perdoar. Portanto, a confissão é o método divino. Um cristão que tenha errado em pensamento, palavras ou ação, pode orar, pedindo perdão, durante dias e meses e não ter a certeza, segundo 1 João 1:9, de ter sido perdoado; ao passo que no momento em que verdadeiramente confessar o seu pecado, diante de Deus, é simplesmente uma questão de fé saber que está perdoado e perfeitamente purificado.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

nota

Graça e paz irmãos
a partir de hoje até o dia 1º de janeiro de 2013 estamos publicando alguns textos extraídos de:
C.H. Mackintosh - Estudos sobre o livro de Levítico
Grato,
Deus abençoe!

Distinção entre "pecado na carne" e "pecado na consciência"



É da máxima importância fazer distinção entre pecado na carne e pecado na consciência. Se confundirmos os dois, as nossas almas serão necessariamente transtornadas e o nosso culto será manchado. Um exame atento de 1 Jo 1:8-10 lançará muita luz sobre este assunto, cuja compreensão é tão essencial para a devida apreciação de toda a doutrina do sacrifício pacífico e principalmente do ponto nele a que chegamos agora. Ninguém terá uma noção tão exata do pecado no íntimo como o homem que anda na luz. "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós". No versículo precedente lemos que "... o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado". Aqui a distinção entre o pecado em nós e o pecado sobre nós está claramente estabelecida. Dizer que o crente tem pecado sobre si, na presença de Deus, é pôr em dúvida a eficácia purificadora do sangue de Jesus e negar a verdade divina a esse respeito. Se o sangue de Jesus pode purificar perfeitamente, então a consciência do crente está perfeitamente purificada. É assim que a Palavra de Deus põe a questão; e nós devemos sempre recordar que é de Deus mesmo que temos de aprender qual é, aos seus olhos, a verdadeira condição do crente.

Estamos mais dispostos a dizer a Deus o que somos em nós mesmos do que permitir que Deus nos diga o que somos em Cristo. Por outras palavras, estamos mais ocupados com a faculdade de perceber do que coma revelação que Deus nos dá de Si mesmo. Deus fala-nos baseado no que Ele é em Si mesmo e no que cumpriu em Cristo. Tal é a natureza e o caráter da Sua revelação, da qual a fé toma posse e assim enche a alma de perfeita paz. A revelação de Deus é uma coisa; a minha percepção é outra muito diferente.

Porém a mesma palavra que nos diz que não temos pecado sobre nós, diz-nos, com igual clareza e poder, que temos pecado em nós. "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós". Todo aquele que tem a "verdade" em si também saberá que tem pecado "em si"; pois a verdade revela todas as coisas como são. Que devemos, então, fazer? É nosso privilégio andar de tal maneira no poder da nova natureza, que o "pecado", que habita em nós, não possa manifestar-se na forma de "pecados". A posição do cristão é de vitória e liberdade. Ele é libertado não só da pena do pecado, mas também do pecado como princípio dominante na sua vida. "Sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, afim de que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto, está justificado do pecado... não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências... porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça" (Rm 6:6-14). O pecado está ali em todo o seu aviltamento; porém o crente está "morto para ele". Como? Morreu em Cristo. Por natureza estava morto em pecado. Pela graça está morto para o pecado. Que direito pode alguém ter sobre um morto? Nenhum. Cristo "morreu de uma vez para o pecado", e o crente morreu n'Ele. "Ora, se já morremos com Cristo, cremos que tam¬bém com ele viveremos; sabendo que havendo, Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não mais terá domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado, mas, quanto a viver, vive para Deus". Qual é o resultado disto, em relação aos crentes? "Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 6:8-11). Tal é a posição inalterável do crente diante de Deus! Por isso é seu alto privilégio gozar liberdade do domínio do pecado sobre si, embora o pecado habite em si.
(extraído de C.H.Mackintosh - estudos sobre o Livro de Levítico)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012


 

At 2:42  e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.

 

 

Esses são os quatro pilares da vida prática da Igreja.

O partir do pão é tão importante quanto a doutrina dos apóstolos, a comunhão e a oração.

Porque é tão importante o partir do pão?

Desde o princípio da Igreja o partir do pão foi uma prática habitual. Todos os dias eles partiam o pão de casa em casa. At 2:46  E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração,

 

 Obs: A igreja em Jerusalém cresceu rápido e não tinha como reunir todos os irmãos de uma só vez no mesmo lugar, logo reuniam grupos de casa em casa.

Havia na consciência dos irmãos um reconhecimento da importância de partir o pão todas as vezes que reuniam.

Mais a frente com os gentios, a ceia passou a ser celebrada apenas no primeiro dia da semana.

At 20:7  No primeiro dia da semana, tendo-nos reunido a fim de partir o pão, Paulo, que havia de sair no dia seguinte, falava com eles, e prolongou o seu discurso até a meia-noite.

 

No século II e III houve grande discussão se o partir do pão deveria ser todos os dias ou apenas uma vez por semana, por causa dessa diferença entre At 2:46 e At 20:7 e em um concílio a Igreja decidiu que o partir do pão deveria ser diariamente e assim permaneceu até a reforma.

A crença do Romanismo é que o sacerdote tinha o poder de transformar o pão e vinho em carne e sangue durante a missa, e que essa crença mantinha as pessoas cativas à missa.

Por isso na reforma a ceia perdeu a importância na vida e prática da Igreja. Nos escritos tanto Lutero como Calvino reconheciam a importância das ceia nas escrituras. Calvino por exemplo, dizia que apesar da importância do partir o pão, para retirar a mentalidade do Romanismo decidiu que a ceia só devia ser celebrada uma vez por ano. Naquele momento histórico para retirar o romanismo da mente das pessoas a ceia ficou em um lugar secundário, mas com o tempo isso virou tradição e hoje perdemos o sentido da ceia.

O grande perigo é que a ceia pode se tornar em um ritual. Fazemos porque está escrito sem entender o significado.

O Senhor Jesus nunca disse nada sobre como deveria funcionar a reunião da Igreja. Não existe nenhuma explicação, com exceção de uma única coisa: A ceia.

Lc 22:19  E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.

1Co 11:23-26  Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou pão;  (24)  e, havendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é por vós; fazei isto em memória de mim.  (25)  Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.  (26)  Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha.

 

A reunião cristã se originou na ceia do Senhor.

O protótipo da Igreja era Jesus reunido com os seus discípulos. Cristo era fisicamente o centro da reunião. Todos que estavam ali, estavam por causa dEle, pelo chamado dEle, para estar com ele, tudo girava em torno da pessoa dEle.

Após a sua ascensão ele não mais esteve presente fisicamente.

Como podemos agora na ausência física dele garantir que Ele continue sendo o centro da reunião? Que nada tome o seu lugar, nenhum outro nome, nenhuma outra coisa, que tudo gire ao redor dEle?

O pão e o vinho se tornaram o símbolo do corpo e sangue de Cristo, pela palavra do Senhor. É o Senhor mesmo, Símbolos dEle. Isso é um sacramento um símbolo que representa uma realidade.

Em João 6 temos uma profunda exposição do seu sangue e carne, do significado da ceia.

Jo 6:26-58  Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão e vos saciastes.  (27)  Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo.  (28)  Perguntaram-lhe, pois: Que havemos de fazer para praticarmos as obras de Deus?  (29)  Jesus lhes respondeu: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.  (30)  Perguntaram-lhe, então: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos e te creiamos? Que operas tu?  (31)  Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Do céu deu-lhes pão a comer.  (32)  Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.  (33)  Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.  (34)  Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.  (35)  Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais tará sede.  (36)  Mas como já vos disse, vós me tendes visto, e contudo não credes.  (37)  Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.  (38)  Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.  (39)  E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia.  (40)  Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.  (41)  Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu;  (42)  e perguntavam: Não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz agora: Desci do céu?  (43)  Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.  (44)  Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.  (45)  Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.  (46)  Não que alguém tenha visto o Pai, senão aquele que é vindo de Deus; só ele tem visto o Pai.  (47)  Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê tem a vida eterna.  (48)  Eu sou o pão da vida.  (49)  Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram.  (50)  Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra.  (51)  Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.  (52)  Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como pode este dar-nos a sua carne a comer?  (53)  Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.  (54)  Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.  (55)  Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.  (56)  Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.  (57)  Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim.  (58)  Este é o pão que desceu do céu; não é como o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.

 

 

O pão continua sendo pão e o vinho continua sendo vinho.

 Jo 6:63  O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.

O poder está no espírito e na vida da Palavra. Na ceia do Senhor estamos falando dEle mesmo.

A ceia é composta de duas partes – a ceia em si e a mesa do Senhor.

A ceia é o conteúdo – o Senhor Jesus. Dele procede a vida, tudo o que somos e temos.

A mesa do Senhor significa que nos reunimos ao redor do Senhor Ele é tudo o que nós precisamos. Ele é o nosso fundamento. A nossa vida. A ceia deve ser um momento da revelação de Cristo em nossos corações.

Quando a ceia se torna um rito com palavras decoradas e fórmulas, ela perde a vida.

A ceia é a demonstração da comunhão da Igreja com o Senhor. E não há ceia sem a Igreja ao redor da mesa do Senhor.

Ninguém tinha idéia de como devia ser a reunião cristã exceto que deveriam fazer a ceia do Senhor. Quando a Igreja celebrava a ceia eles começavam a fazer memória ao Senhor.

O que é isso?

Começavam a falar do Senhor, de como era estar com Ele. Do que Ele significava para cada um deles.

O que é uma mesa?

Ali está a comida e todos nós podemos participar da mesma comida. Todos nós participamos de Cristo, do mesmo Cristo. A mesa é familiar todos participam da conversa, é o lugar da reunião da família. A mesa é o símbolo da comunhão da família. Estranhos não são chamados à mesa. Deus nos chamou para a mesa, pois somos os seus filhos.

A centralidade do Senhor na mesa. Ali ao redor da mesa nasceram as palavras, cânticos, a adoração.

Ceia não é um rito é uma experiência espiritual, onde tocamos corporativamente no Senhor e isso nos renova. A ceia é o centro da reunião do Senhor. É o momento mais sublime da reunião. Deveria ser uma prática habitual.

Na ceia também celebramos o valor do sangue.

É um ponto de reconciliação, pois celebra o pacto do Senhor, o valor do seu sangue, fala do perdão, e do poder do sangue que é vigente por toda a eternidade. Logo, a ceia nos leva a uma vida habitual de arrependimento, confissão e conserto com Deus.

O caminho de Emaús

Lc 24:12-31  Mas Pedro, levantando-se, correu ao sepulcro; e, abaixando-se, viu somente os panos de linho; e retirou-se, admirando consigo o que havia acontecido.  (13)  Nesse mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios;  (14)  e iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido.  (15)  Enquanto assim comentavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles;  (16)  mas os olhos deles estavam como que fechados, de sorte que não o reconheceram.  (17)  Então ele lhes perguntou: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós? Eles então pararam tristes.  (18)  E um deles, chamado Cleopas, respondeu-lhe: És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias?  (19)  Ao que ele lhes perguntou: Quais? Disseram-lhe: As que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo.  (20)  e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades e entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram.  (21)  Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel; e, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.  (22)  Verdade é, também, que algumas mulheres do nosso meio nos encheram de espanto; pois foram de madrugada ao sepulcro  (23)  e, não achando o corpo dele voltaram, declarando que tinham tido uma visão de anjos que diziam estar ele vivo.  (24)  Além disso, alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; a ele, porém, não o viram.  (25)  Então ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram!  (26)  Porventura não importa que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória?  (27)  E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.  (28)  Quando se aproximaram da aldeia para onde iam, ele fez como quem ia para mais longe.  (29)  Eles, porém, o constrangeram, dizendo: Fica conosco; porque é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.  (30)  Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, lho dava.  (31)  Abriram-se-lhes então os olhos, e o reconheceram; nisto ele desapareceu de diante deles.

 

Será que muitas vezes não estamos assim falando de Jesus como se Ele estivesse ausente? Vemos Deus presente no passado, vemos Deus presente no futuro, mas ausente no presente. Isso é um sério problema.

Jesus estava ali com eles, mas falavam como se não estivesse presente até quando?

Quando partiram o pão os seus olhos se abriram e reconheceram a presença do Senhor. De alguma forma na ceia há um discernimento da presença do Senhor. Os nossos olhos se abrem.

Em atos 2:42 temos os quatro pilares da prática da Igreja e a ordem deles é importante para nós. Primeiro é a doutrina dos apóstolos, pois é o fundamento da comunhão. A comunhão do corpo nos possibilita a reunirmos dignamente como Igreja ao redor da mesa do Senhor. Por isso, as nossas questões precisam ser resolvidas antes. Agora como um só corpo, em comunhão com o Senhor, podemos orar na unidade necessária, como um só homem, um só coração.

1Co 11:27-29  De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.  (28)  Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice.  (29)  Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor.

 

O problema aqui não são os pecados escondidos no coração, mas o contexto é não discernir o corpo de Cristo. “a Igreja como corpo do Senhor” 1Co 11:17-18  Nisto, porém, que vou dizer-vos não vos louvo; porquanto vos ajuntais, não para melhor, mas para pior.  (18)  Porque, antes de tudo, ouço que quando vos ajuntais na igreja há entre vós dissensões; e em parte o creio.

 

A ceia do Senhor era praticada na festa do ágape. Em algum momento dentro do ágape a ceia era celebrada. Durante a festa os irmãos brigavam, humilhavam, pois alguns traziam segundo as suas posses, mais comida que o outro. Uma comida mais cara que a do outro, e não repartiam, e depois de tudo isso pegavam o cálice e o pão como se nada tivesse acontecido. Isso é tomar a ceia de forma indigna, pois isso não é o comportamento da Igreja do Senhor. Eles não estão discernindo o “corpo de Cristo”.

A mesa do Senhor é o testemunho mais poderoso da Igreja. Estamos testemunhando diante do mundo e principados e potestades que o Senhor é o centro da nossa vida. Testemunhamos a lembrança do acontecimento histórico da encarnação, morte, e ressurreição de Cristo.

No sentido espiritual a ceia nos coloca em reconciliação com o Senhor e em reconciliação uns com os outros. Isso é a essência da vida da Igreja. As riquezas de Cristo são a revelação do próprio Senhor Jesus e isso acontece ao redor da mesa.

Como?

Através da Igreja cada membro começa a confessar o Senhor. O que o Senhor significa para ele, como o Senhor se revelou a ele, então ao redor da mesa pela expressão da Igreja começamos a receber as riquezas de Cristo.

domingo, 23 de dezembro de 2012

não caia - 6


Ser resolvido. Ser resolvido não é fingir que tudo está bem (depois falaremos um pouco mais sobre isso na subdivisão de realidade espiritual). É não deixar problemas pendentes, nem portas abertas para o diabo. Tiago 1:20-22; João 8. Ser resolvido significa não ter nenhum problema pendente, significa ir na raiz, ser decidido. Não ser indiferente, nem viver no “deixa-prá-lá”. É resolver as coisas em Deus, sejam grandes ou pequenas, pois a falta desse passo nos leva a incredulidade. Aqui preciso ser claro no fato de que você precisa ser decidido com relação a realmente ser um crente espiritual, amadurecer, andar no Espírito, ser tratado e desejar romper nas áreas fracas do seu caráter custe o que custar. Você vive a vida na gaita? Ou você já decidiu, tipo: “estou contigo e não abro!” no sentido de lutar para amadurecer, para ser guiado pelo Espírito. Se você realmente fechou com Deus nesse sentido, então lute, se esforce em

Deus para trazer a existência essa vida profunda no Espírito que Deus tem para você, não se satisfaça, nem fique numa boa, não aceite uma vida sem pressão, enquanto não alcançar as promessas que Deus tem para você.

Realidade Espiritual. Muito importante falarmos sobre isso. A falta de realidade espiritual gera obsessão espiritual, engano, farisaísmo, cegueira, incredulidade. Tiago 1:20-22, e João 8 novamente. Não posso aceitar entender os princípios da Palavra de Deus apenas como doutrina, devo buscar conhecer espiritualmente cada coisa, de tal forma que se torne minha experiência de vida. Por exemplo, o coração paterno de Deus. Entender doutrinariamente vai me levar ao engano de achar que eu já sei algo que de fato eu ainda não experimentei. Mas o conhecimento espiritual dessa verdade na prática vai me libertar do pecado João 8:32 e vai me aproximar mais de Deus João 14:6. Devemos lembrar que a verdade é uma porta a se passar com a intenção de depois passar o véu da vida para entrar no santo dos santos. Para mim o texto que deixa mais claro as conseqüências da realidade espiritual e da falta de realidade espiritual está em Mateus 7, onde fala sobre as 2 casas. Tem um outro texto que fala muito sobre a conseqüência da realidade e falta da realidade espiritual que está em hebreus 5 e 6. a realidade nos faz amadurecer, ela nos capacita a entendermos as coisas mais profundas da palavra de Deus, nos prepara para o alimento sólido. Nos deixa prontos para ouvir a Deus, consolidados para exercitar o discernimento espiritual. A falta de realidade gera o oposto da realidade.

 

Bem, termino por onde comecei: Aquele que pensa estar em pé cuide para que não caia!
Então esse é um alerta para todos nós. Devemos evitar que entremos no mesmo caminho. Espero que esse seja um tempo de muito amadurecimento, de estreitamento dos nossos laços, e que a sua maturidade espiritual acompanhe os dias de sua vida onde você deixa para trás as coisas de menino. E se torne no homem que você é em Deus.

sábado, 22 de dezembro de 2012

não caia - 5


Ser guiado pelo Espírito Santo. Aqui quero lembrar especialmente de uma das formas de sermos guiados pelo Espírito. A intuição. (talvez seja bom reler a apostila de maturidade cristã nessa área)

Sobre a intuição com você eu quero lembrar especificamente da restrição. (a intuição é a forma como o espírito faz para sabermos o que ele quer que façamos ou o que ele não quer que façamos). Você deve lembrar que a intuição funciona de duas maneiras: constrangimento e restrição. Constrangimento é quando Deus te empurra para fazer algo, e restrição é quando Deus te impede (segura) de fazer algo. A restrição inclui o silencio de Deus. Como filhos devemos aprender a interpretar o silêncio de Deus (o silencio de Deus pode significar muitas vezes um NÃO). Infelizmente algumas pessoas só se restringem quando Deus libera alguma situação adversa que nos obriga a parar. Mas não é isso o que Deus quer. Normalmente, principalmente depois que caímos em algum pecado, começamos a pensar: Eu não devia ter feito isso, não devia ter dito aquilo, não devia ter estado lá, etc. Começamos a ver tantos pontos onde se tivéssemos ouvido ou obedecido a restrição do Espírito aquilo seria evitado. Eu amo poder ter um relacionamento com Deus onde eu possa falar claramente: “eu não tenho liberdade em Deus para fazer isso ou aquilo” Não é um mandamento, nem uma regra, é a vida de Deus dentro de mim, me guiando através da restrição. Volto agora a falar das amizades. Sabe, existem amizades, que alimentam muito a vida da minha alma. Devo confessar que passei por algumas situações que me custaram muito emocionalmente, e infelizmente não foi um sofrimento para ser transformado, mas foi um sofrimento do juízo de Deus onde alianças que eu devia ter quebrado, relacionamentos que Deus não aprova, e eu decidi não obedecer a restrição do Espírito, as quais depois se tornaram um laço para mim. Por exemplo, eu conheço algumas moças que alimentam muito o desejo dos meus olhos. São bonitas, mas não é o que Deus tem para mim eu sei. Tem um papo super legal, agradável. Eu sei que são relacionamentos que vão me dar muito prazer, no bom sentido, mas vão gerar sentimentos que não são de Deus, vão abrir oportunidades para o pecado. Eu sei que são relacionamentos que Deus não aprova. Alguns caras que eu conheço são muito legais super divertidos, excelentes companhias, mas não querem nada com Deus, alguns até mesmo “crentes” mas são mundanos, se que com o tempo vão gerar em mim aspirações, programas, conversas, situações que alimentam a minha carne. Deus não aprova. Falo disso em muitas áreas. Por exemplo, eu sigo uma restrição do Espírito de não entrar em discussões teológicas. As quais a minha alma ama de paixão. Mas eu sei a minha tendência de doutrina sem realidade, eu sei o quanto de morte a teologia sem Deus já gerou na minha vida, e já sei que essas discussões não geram vida de Deus apenas satisfazem a alma, demonstração de conhecimento, intelectualismo, cinismo, competição. Evito qualquer relacionamento até mesmo com alguns pastores agradáveis, mas que querem só isso. Evito entrar em discussões teológicas, as quais eu não perdia por nada nesse mundo antes de conhecer a vida do Espírito. Alguns desses relacionamentos eu já orei muito e muitas vezes para Deus e arrumando justificativas na minha mente (alma) para investir neles. E sabe de uma coisa. Muitas vezes Deus se calou. Por que Ele queria que eu visse o que me motivava a ter esses relacionamentos, o que realmente eles alimentavam na minha vida. Alguns alimentavam o meu ego, outros a minha soberba da vida, outros o desejo dos meus olhos, outros a busca de riqueza (ou status e sensação de poder) algumas amizades nos fazem sentir mais importantes, tal como ser amigão de alguém super popular! Então busque ser mais sensível e obediente para as restrições do Espírito em cada área de sua vida. Pergunte para o Espírito Santo se ele quer que você assista um filme ou não. (não se esqueça de interpretar o que Deus fala no silêncio). Se ele quer que você vá para a internet ou não, se ele quer que você invista em um relacionamento ou não. Se Ele quer que você pare com algum habito ou padrão de comportamento. Bem, em todas as áreas de sua vida.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

não caia - 4












Manter o alvo. Nós queremos conhecer a Deus e sermos semelhantes a Ele quando Jesus nos vier buscar. Então mantenha e busque meios de ter uma profunda sede por Deus e a esperança de ser transformado! Devemos retirar as raízes da vida para o prazer e riquezas do nosso coração para não sufocarem a semente do evangelho. (o terreno com espinhos Mateus 13). Nosso alvo não é uma vida confortável. Nosso alvo é sermos transformados até sermos simplesmente como Jesus. Bonito de se dizer não é? Mas, para isso passamos pelos tratamentos de Deus. Então, quando não nos esquecemos do alvo, nós nos submetemos ao tratamento. E quando o tratamento é muito difícil quase impossível, então se lembre da sua esperança, você não está sendo tratado em vão, mas o resultado será que você será mais semelhante a Jesus e isso tem um eterno peso de glória diante da momentânea e leve tribulação. Não clame para fugir do problema, das dificuldades, mas para que isso produza em você o resultado esperado: transformação, caráter forte. (Romanos 5:1-5)

Odiar o pecado. Odiar o pecado ter nojo dele. Eu sei o que é odiar uma pessoa. Tudo o que te lembra ela te dá repulsa. Qualquer coisa semelhante a ela é desagradável. Você evita os lugares onde ela pode estar para não encontrar com ela. As pessoas dizem que não querem pecar, mas gostam de brincar com o pecado. Isso fala de padrão de vida.(abandona a vida que te faz pecar). Quem odeia o pecado se afasta da aparência do mal, pois se sente mal de qualquer coisa que se assemelhe ao pecado. Não cultiva lembranças dos pecados passados como o povo no deserto se lembrava dos pepinos do Egito, lembrança que foi um tropeço para eles. Nada do mundo presta, nem mesmo as lembranças. Quem odeia o pecado evita os locais, conversas, pensamentos, comportamentos, relacionamentos onde possa encontrá-lo, ou que Deus não aprova.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

não caia - 3


Comunhão. Isolamento não ajuda no crescimento espiritual. Todos os grandes homens de Deus Não eram sozinhos. Uma maneira de ver isso é que sempre temos alguém com quem relacionar esses homens. Por exemplo: Moises e Arão. Davi e Jonatas. E Jesus e os seus discípulos 3 deles sendo bem mais próximos. Aqui sim, devemos ter aliança. Infelizmente muitos têm banalizado o propósito, o poder e o modo da comunhão do povo de Deus. Acham que se divertir juntos é comunhão. A comunhão ou aliança do povo de Deus tem elementos essenciais. Relembro aqui da transparência. A prestação de contas de uns para com os outros. O compartilhar para edificar. O serviço cristão. Oração e Adoração em unidade com o corpo de Cristo nos renova, lava os nossos pés de toda a poeira do mundo. Devo lembrar sobre o problema do mundo atual: ausência do amor paterno. Sabe, o ultimo efeito da ausência do amor paterno é o isolamento, ou a segregação. Todo o homem tem uma tendência ao isolamento. Não falo de confraternizações, falo do isolamento interior. Não é de surpreender os sustos que levamos no mundo masculino. Pessoas que aparentemente estavam bem, mas na verdade estavam pouco a pouco gravitando para o pecado e abandono familiar. A falta de um pai, penso eu, pesa mais para um homem que para uma mulher. Traz um rombo emocional muito grande. Devo dizer que uma das formas de lutar contra esse tipo de potestade de rejeição e “ausência de paternidade” é a comunhão, principalmente a familiar. Não desprezes o poder desses conselhos, pois são Palavra de Deus, e podem liberar muitas coisas de Deus para você, e sobre tudo fortalecer o teu caráter. Vamos começar pela lembrança da transparência. Seja transparente e não esconda os seus sentimentos, as suas lutas, vença o medo de se expor. Cultive relacionamentos. Procure ser mais próximo dos outros. Busque compartilhar sua vida com os outros. Você entende o que a palavra aliança significa? Ser irmãos significa que temos uma aliança, um tipo de relacionamento especial, precisamos ser irmãos que funcionam como irmãos. Poder conversar abertamente sobre os problemas de um homem adulto. Por exemplo, homens funcionam diferente das mulheres. Nós pensamos em sexo todos os dias, alguns pensam em sexo todas as horas. O homem normal é assim. Se nós nos isolamos, vamos fazer besteira. Se não temos alguém de Deus para falar na nossa vida, a quem possamos pedir ajuda, a quem possamos confessar os nossos pecados, a quem tenhamos de dar prestação de contas é difícil ter um caráter forte e aprovado por Deus. Aliança com amizades erradas nos leva ao desvio, aliança com homens de Deus nos ajuda a romper e nos tornam em homens de verdade.Se aliance com pessoas que já romperam, venceram em Deus, que tem autoridade na Palavra, não como doutrina, mas na experiência, pessoas que tem vencido em Deus que tenham autoridade para ajudar você. Você tem irmãos que são homens de Deus, para te ouvir. Decida romper com a sua cerca de isolamento. Sei que você já deve saber que dependendo do que disser não vai ouvir coisas agradáveis. Mas como eu disse um homem de Deus tem palavras de Deus para você, podem nem sempre ser agradáveis, mas sempre geram vida. Os carnais procuram abrir o seu coração com pessoas que vão dar apenas a sensação de alivio, mas sem confrontar e trazer solução real. Seja espiritual, vença a carne. Eu falo disso para que você tenha os olhos abertos para saber que nós podemos perfeitamente funcionar como uma família dentro do projeto de Deus. Mas eu não posso decidir romper com o isolamento no seu lugar. Você precisa tomar essa decisão e se esforçar. São muitos os benefícios de um relacionamento assim para as nossas vidas. Então nesse ponto eu quero deixar muito claro o que você precisa fazer. Cultive os seus relacionamentos (oikos) familiares (seu grupo, sua igreja, homens de Deus próximos a você), se existe barreiras rompa com elas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

não caia! - 2










Ter uma mente pró-ativa em Deus. A passividade da mente a deixa aberta para pensamentos e desejos demoníacos. Fortalezas do raciocínio. Não se esqueça de ter como padrão de pensamentos e conversas filipenses 4:8:
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.



Seja ensinável! Muitas pessoas aceitam a correção depois que caem do cavalo. Pessoas assim sempre vão caminhar de queda em queda, e vão sendo endurecidas caminhando para a maldição de faraó, o qual de tanto se endurecer, o próprio Deus acabou impedindo que o coração de faraó amolecesse. Ser ensinável é estar aberto para aprender, para mudar antes de sofrer a conseqüência dos nossos erros e da nossa insensatez. Veja bem, para alguém ser ensinável ele precisa reconhecer a autoridade espiritual sobre as pessoas (quer tenham cargos ou não) precisa se sujeitar a essas autoridades. E precisa reconhecer as áreas fracas do nosso caráter onde precisamos aprender a vencer em Deus.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Não caia! - 1


Paz e Graça!

 

Tenho visto algumas pessoas ao meu redor, ou que eram de minha convivência, desanimarem e caírem da fé, ou mesmo vivendo uma vida cristã medíocre e derrotada e isso tem me levado à oração e meditação na palavra de Deus. Então aqui vão algumas coisas que creio ter ouvido de Deus sobre o que os levou a cair, e o que nós devemos observar na nossa vida. Esses princípios são para todos nós, estou escrevendo de forma bem pessoal, pois entendo que essa seja a palavra que Deus está liberando para esse novo tempo de vida no qual você está entrando.

 

Como já disse: Aquele que pensa que está em pé cuide para que não caia.

Transparência. O que encobre o seu pecado jamais prosperará. Infelizmente o fato de não expor as dificuldades interiores, os pecados, ou seja, encobrir as coisas impediu de prosperar. E isso também fala de realidade espiritual.

Amizades mundanas. A comunhão só é possível ao redor do mesmo propósito. A amizade com o mundo é inimizade contra Deus. Isso se encaixa dentro do princípio de não fazer aliança com os cananeus (ou qualquer habitante da terra prometida). Deve se observar que Deus orienta isso não por sermos melhores, mas por causa das nossas próprias fraquezas (a carne não se converte! A vitória é uma questão de alimento) A Bíblia é clara ao dizer que não se deve entrar em aliança com outros povos para que não sejamos atraídos pela nossa própria maldade, ou desejos. O que Deus pensa sobre as suas amizades? O povo de Deus fez muitas alianças por serem guiados pela emoção e não pelo Espírito. As pessoas carnais têm uma grande facilidade em fazer amizades. E normalmente também de ter atritos. A aliança emocional pode nos levar a um fim destrutivo. Vemos a aliança de Josué com os gibeonitas (tiveram pena) isso é uma aliança emocional pode ver lá em Josué 9. Depois a história do rei Jeosafá que foi lutar uma guerra que não era a dele. 2 Crônicas 18-20. Mostram a tendência de Jeosafá fazer aliança com quem não devia. Primeiro fez com Acabe e depois com Acazias. Paulo é enfático principalmente com aqueles que se dizem irmãos. I Corintios 5:11;  a bíblia deixa claro que essa é uma das causas da apostasia I reis 11:2, I corintios 15:33.Temos um padrão claro de vida de quem quer Deus de fato. Se aliançar emocionalmente com pessoas que se dizem irmãos, mas andam nos desejos do mundo, cheios de sensualidade, vivem guiados pelo desejo de prazer e riquezas, para a auto-satisfação, esses caminhos são contrários a cruz e tem desviado a muitos de Deus.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Características dos morávios


CARACTERÍSTICAS DOS MORÁVIOS


E os seguidores que Deus havia dado a Zinzendorf? O que havia neles que os capacitava a tomarem a liderança das igrejas da Reforma? Em primeiro lugar, havia aquele desprendimento e desligamento do mundo e das suas esperanças, o poder de perseverança e resistência, a confiança simples em Deus que a aflição e perseguição são destinadas a produzir. Esses homens eram literalmente estrangeiros e peregrinos na terra. Eram imbuídos do pensamento e Espírito de sacrifício. Haviam aprendido a suportar dureza e dificuldades e a olhar para Deus em cada problema.

Em cada detalhe das suas vidas — no negócio, no lazer, no serviço cristão, nos deveres civis — tomavam o Sermão da Montanha como lâmpada para os seus pés. Consideravam o servir a Deus como o único motivo da vida e faziam todas as demais coisas ocuparem um plano de segunda importância. Seus ministros e presbíteros deveriam supervisionar o rebanho para averiguar se todos estavam realmente vivendo para a glória de Deus. Todos deveriam formar uma única irmandade, auxiliando e encorajando-se mutuamente numa vida sossegada e piedosa.

No entanto havia algo mais que isso que emprestava à comunhão desses irmãos seu poder tão maravilhoso. Era a intensidade da sua devoção e dedicação coletiva e individual a Jesus Cristo, como Cordeiro de Deus que os comprara com o Seu sangue.

Toda a sua correção uns dos outros e a sua confissão voluntária do pecado com o abandono do mesmo, vieram dessa fé no Cristo vivo, através do qual acharam no seu coração a paz de Deus e a libertação do poder do pecado.

Essa mesma fé os levava a aceitar, e a zelosamente guardar, sua posição de pobres pecadores, salvos pela Sua graça, dia a dia. Essa fé, cultivada e fortalecida diariamente pela comunhão na palavra, no cântico e na oração, transformou-se no alvo das suas vidas. Essa fé os enchia com tanto gozo que seus corações regozijavam no meio das maiores dificuldades, na certeza triunfante de que seu Jesus, o Cordeiro que morrera por eles, e que agora estava amando-os, salvando-os e guardando-os, minuto por minuto, poderia também conquistar o coração mais endurecido e estava disposto a abençoar até mesmo o mais vir pecador.

Em 1741 ocorreu algo que completou a organização da Igreja dos Irmãos e que selou a sua característica central — a devoção ao Senhor Jesus. Leonardo Dober havia sido por alguns anos o principal presbítero da igreja. Ele e alguns outros sentiam que seus dons peculiares o capacitavam mais para outro tipo de ministério.

No entanto, à medida que os irmãos do sínodo olhavam em redor, sentiam que seria difícil em extremo encontrar uma pessoa capaz de tomar o seu lugar. No mesmo instante veio o pensamento a muitos que poderiam pedir ao Salvador para ser o Presbítero Principal da sua pequenina igreja, e como resposta à oração, receberam a confiança de que Ele aceitara o cargo.

Seu único desejo era que Ele fizesse tudo que o presbítero principal fazia até aquela data — que Ele os tomasse como a Sua propriedade peculiar, que Ele Se preocupasse com cada membro individualmente, e cuidasse de todas as suas necessidades. Prometeram amá-Lo e honrá-Lo, dar-Lhe a confiança dos seus corações, e como crianças, ser guiados pela Sua mente e vontade.

Era uma nova e aberta confissão do lugar que sempre haviam desejado que Cristo ocupasse, não só na sua teologia e vidas pessoais, mas especialmente na Sua igreja. A igreja havia chegado agora a maioridade.

CONCLUSÃO


A história da igreja dos morávios foi contada como um exemplo. Nos primeiros vinte anos da sua existência ela realmente enviou maior número de missionários que toda a Igreja Protestante no mesmo período. Ela somente, entre todas as igrejas, procurou realmente viver a verdade: “que congregar a Cristo as almas pelas quais Ele morreu para salvar é o único objetivo pela qual a Igreja existe”. Ela somente procurou ensinar e treinar cada um dos seus membros a considerar como seu primeiro dever para com Aquele que os amou: doar a sua vida para torná-Lo conhecido a outros.

Podemos identificar quatro princípios básicos ensinados pelo Espírito Santo nesta época da Sua grande operação:

1. Que a igreja existe para estender o Reino de Deus em toda a terra.

2. Que cada membro deve ser treinado e preparado para participar deste propósito glorioso.

3. Que a experiência íntima do amor de Cristo é o poder que capacita para este fim.

4. Que a oração é o segredo, a fonte, de tudo isto.

A “graça total” do nosso Senhor Jesus Cristo foi transmitida aos irmãos morávios através de uma revelação do sangue do expirante Cordeiro de Deus. O resultado foi o fogo do Espírito Santo, incendiando as suas vidas numa “dedicação total” para a evangelização do mundo.

Oração organizada, intensiva e perseverante trará hoje os mesmos resultados que trouxe naquela época.

Que o Espírito Santo, nestes dias de restauração em que estamos vivendo, faça-nos arder de amor e paixão pelo Senhor Jesus, e transforme-nos numa igreja gloriosa que O manifeste plenamente; e que assim os pecadores se convertam e se unam a esta comunhão de amor de Deus Pai que temos no Seu Filho Jesus Cristo.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Não caia!

A partir de terça-feira dia 18 estarei publicando uma devocional com alguns assuntos para ajudar aqueles que pensam estar em pé para que não caiam

 


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Conde Zinzendorf - Avivamento morávio


A VIDA DO CONDE ZINZENDORF


O Conde Zinzendorf, preparado tão maravilhosamente por Deus para treinar e guiar a jovem igreja no caminho missionário era marcado acima de tudo por um tenro, simples e apaixonado amor para o nosso Senhor Jesus. Convertido com a idade de quatro anos, ele escreveu naquela época: “Querido Salvador, sê meu e eu serei Teu”. Ele escolheu como o lema da sua vida: “Tenho apenas uma paixão. É Jesus, Jesus somente”.

O amor expirante do Cordeiro de Deus havia conquistado e enchido o seu coração; o amor que levou Jesus a morrer pelos pecadores havia entrado na sua vida. Ele não tinha outro alvo a não ser viver e, se preciso morrer também por esses pecadores.

Quando ele se encarregou de cuidar dos morávios, aquele amor foi o único motivo ao qual ele recorria o único poder no qual ele confiava, o único alvo para o qual ele procurava conquistar as suas vidas. O que o ensinamento, argumentos e disciplina nunca alcançariam, necessários e produtivos como fossem, o amor de Cristo realizou! Fundiu todos em um só Corpo; implantou em todos os desejos de abandonar tudo que fosse pecado Inspirou a todos com o anseio de testificar de Jesus. Dispôs muitos a sacrificar tudo — a fim de tornar aquele amor conhecido a outros, alegrando dessa forma o coração de Jesus.

O Conde Zinzendorf aprendera cedo o segredo da oração eficaz. Ele foi tão diligente em estabelecer círculos de oração que quando deixou o colégio de Halle, aos dezesseis anos de idade, entregou ao professor Francke uma lista de sete grupos de oração.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Como Jonh Wesley pregava?


Wesley pregava a justiça e exaltava a santidade de Deus. Ele costumava pregar sermões de duas ou três horas ao ar livre. Em suas mensagens, ele ressaltava a santidade de Deus, a lei de Deus, a retidão de Deus e a sabedoria dos preceitos divinos. E apontava também o fato de que a ira de Deus era justa. Em seguida, falava aos pecadores sobre a gravidade dos seus crimes, da sua anarquia, da sua rebeldia, sua traição contra Deus. E o poder de Deus descia sobre o povo com tal intensidade que, segundo fontes confiáveis, em certa ocasião, quando a multidão se dispersou, constatou-se que havia mil e oitocentas pessoas caídas no chão, totalmente inconscientes. É que elas tinham recebido uma revelação clara sobre a santidade de Deus. Em presença desse fato, haviam enxergado a enormidade de seus pecados. O Senhor penetrara na mente e coração delas de tal forma que caíram no chão. Assim, de algum modo, por causa da presença do poder de Deus ali derramado, os pecadores se arrependiam de seus pecados e recebiam a Cristo como Salvador.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A conversão de Jonh Wesley


Em 1736, um grupo de morávios estava viajando num navio com destino à América. Dois jovens ingleses, missionários anglicanos, estavam no mesmo navio. Sobreveio sob­re eles um terrível temporal e era iminente um naufrágio. Leiamos o que um dos jovens, John Wesley escreveu no seu diário a respeito desse acontecimento:

“Às sete horas fui procurar os morávios. Eu havia observado há muito a profunda seriedade do seu comportamento. Davam provas incessantes da sua verdadeira humildade em fazer aquelas tarefas servis para os demais passageiros que nenhum de nós suportaria; eles procuravam nos servir dessa forma e rejeitavam qualquer remuneração, dizendo que era bom para os seus corações orgulhosos e que o seu querido Salvador havia feito muito mais que isso por eles.

Cada dia que passava lhes dava oportunidade de demonstrar uma meiguice que nenhuma injúria poderia desafiar. Se alguém os empurrasse, batesse ou jogasse no chão, eles se levantavam e saíam; mas nunca se ouviu qualquer queixa ou resposta nas suas bocas. Agora se apresentaria uma oportunidade de ver se eles eram isentos do espírito de medo da mesma forma que o eram do espírito de orgulho, ira e vingança.

No meio do salmo com que iniciaram a sua reunião, o mar se ergueu, despedaçou a vela mestra, inundou o navio e as águas vieram jorrando sobre o convés como se um grande abismo estivesse nos engolindo. Irromperam-se terríveis gritos e uivos entre nós. Os morávios, porém continuavam a cantar tranqüilamente.

Perguntei para um deles depois: “Você não estava com medo? Ele respondeu: “Graças a Deus, não.” Perguntei ainda: “Mas não estavam amedrontadas as mulheres e crianças?”Ele respondeu brandamente: “Não, nossas mulheres e crianças não têm medo da morte.”

Quando ele voltou à Inglaterra, escreveu:

Eu fui à América para converter os índios; mas quem há de me converter? Quem é que me libertará deste coração mau de incredulidade? Tenho uma religião “de tempo bom”. Sei falar bem; sim, e tenho confiança em mim mesmo quando não há perigo ao meu lado; mas venha a morte me enfrentar e meu espírito já se perturba. Nem posso dizer: “O morrer é lucro!”

 

Em Londres, Wesley procurou o conselho de um missionário morávio, Peter Bohler, e logo após, converteu-se. Em menos de três semanas, ele estava viajando para a Alemanha para conhecer o Conde Zinzendorf e passar um período de tempo em Herrnhut.