sábado, 5 de janeiro de 2013

abandonado o que devemos abandonar!



Ensina-me Senhor como abandonar sem ser abandonado. Eu sei que o Senhor nunca me abandonará, mas eu não estou certo que eu passarei no teste de abandonar o que eu tenho que abandonar. Eu admiro grandemente a decisão de Moisés que “deixou o Egito, não temendo a ira do rei. Hb 11:27. E Le abandonou o espírito do Egito, a riqueza do Egito, as exigências do Egito. Mas eu estou fascinado pelo fato que ele fez tudo isso enquanto estava na terra do Egito.

Eu tenho abandonado muitas coisas que não podem ser contabilizadas como por amor a Cristo. Eu me contentava em desistir de coisas que já não tinham mais nenhum significado para mim. É tão fácil sacrificar aquilo que você não deseja mais! Mas Moisés sacrificou o Egito por amor a Deus enquanto continuava rodeado por seu imenso charme e magnetismo. Senhor, quão difícil é fazer essa decisão por ti quando estamos rodeados pela riqueza, popularidade, posição, e poder. Logo para ver Deus precisamos ter de fato os olhos da fé; e decidir por Deus é abandonar esse mundo da mesma foram como Cristo o abandonou quando negou a oferta de Satanás dos reinos deste mundo.

Senhor, por favor torna-me alguém que abandona voluntariamente, e não alguém que é forçado a abandonar. Ló foi forçado a abandonar as riquezas de Sodoma, enquanto Moisés alegremente desistiu do Egito. O Senhor me separará de todas as coisas “pegajosas” do Egito; mas primeiramente, o Senhor me pedirá para fazer isso voluntariamente. O Senhor quer que eu ame, e confie em Ti o suficiente para tomar essa decisão. Mas, ainda que eu não tome essa decisão,  sei que o Senhor fará uso de todos os meios para me salvar, ainda que tenha que tornar o meu Egito insuportável. Tão intenso é o teu amor por mim, e o teu desejo de me tornar um homem de Deus e não um mimado; um santo e não uma réplica inútil e requentada do Egito.

 

Mar 10:43-44  Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva;  (44)  e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Filiação - O que significa ser nascido de Novo?


Quando Jesus encontra com Nicodemos em João 3, Ele logo diz o que Nicodemos precisa: “nascer de novo” não da vontade do homem, mas da água e do Espírito.

Um bebê antes de nascer não tem contato nem conhecimento do mundo exterior. Da mesma forma todo indivíduo que não nasceu do Espírito de Deus não tem conhecimento nem contato com Deus e com as coisas do céu e da eternidade.

1Co 2:14  Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

É isso que faz os cristãos diferentes, porque nós não seguimos uma religião, um código, a religião que nós seguimos é uma pessoa e esta pessoa é Cristo e nós nos relacionamos com ela.

 O meu espírito no passado foi regenerado, a minha alma no presente está sendo transformada e o meu corpo no futuro será glorificado. Todo o nosso ser está debaixo da operação de Deus! O nosso espírito no passado foi regenerado, nós nascemos de novo, ou seja nós recebemos a vida de Deus no nosso espírito e ser regenerado significa nascer de novo, e nascer de novo significa receber dentro de si uma vida que nós não tínhamos: a vida de Deus.

No grego existem três palavras para VIDA: BIOS, PSIQUÊ e ZOE, e cada uma dessas palavras se aplica a um nível diferente.

BIOS, é a vida biológica, a vida física do corpo, daí vem a palavra biologia.

Por exemplo: As árvores são seres vivos, pois elas nascem, crescem, reproduzem e morrem. Mas se você mostrar fotos para uma árvore e falar dos seus sentimentos, convidar ela para passear, assistir um filme com ela, não obterá nenhuma resposta, pois apesar de ser viva, a árvore é um tipo de vida inferior ao nosso.

PSIQUÊ, é alma em grego, a vida da alma, daí vem a palavra psicologia.

Creio que aqui o melhor exemplo é um cachorro. Ele é um ser vivo. Mas é um tipo de vida superior ao da árvore. O cachorro demonstra quando está triste, quando está alegre, quando quer passear, quando quer comer. Ou seja, ele expressa alguns tipos de emoções, vontades e até mesmo algum raciocínio ( são capazes de aprender, reconhecer, obedecer, etc). Contudo apesar de podermos conviver com os cachorros não podemos ter comunhão com os cachorros. Pois ele nunca vai compreender os seus sentimentos mais profundos. Ele não alcança os seus sonhos, nem os seus anseios, sentimentos elevados, por que um filme te faz rir ou chorar, ele não comenta sobre obras de arte, etc. O tipo de vida do cachorro é superior ao da árvore, mas ainda é inferior ao do homem.

ZOE, é a vida do espírito.

Nós recebemos a vida de Deus no nosso espírito, e isso é ser regenerado, você tem algo do próprio Deus dentro de você, a vida com a qual o próprio Deus vive está dentro de você.

Meu melhor exemplo é a formação da mulher vejamos:

Gên 2:18-23  Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.  (19)  Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome.  (20)  Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.  (21)  Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar;  (22)  e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.  (23)  Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

É interessante como Deus faz uma observação sobre a falta da mulher para o homem  no verso 18 e os versos 19 e 20 fala da atividade do homem para dar nome aos animais, e depois de passar a vista em todos os animais vem a observação “mas para o homem não se achava ajudadora idônea”. O que o texto quer destacar é que todos aqueles animais entre os quais Adão convivia, nenhum deles tinha o mesmo tipo de vida de Adão. Nenhum deles seria alguém com quem Adão poderia se identificar, alguém que poderia entender a sua mente, ter os seus sentimentos, querer o que Adão queria, não o ajudariam nem o completariam.

Mas ao fazer a mulher da costela de Adão e trazê-la para Adão lemos a exclamação: “Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada”. É com essa que Adão pode se casar e ser um. Sabemos que esse texto na verdade fala sobre Cristo e a Igreja. Pois aqui a palavra para dizer que Eva foi formada da costela de Adão é literalmente: Eva foi edificada do lado de Adão. Sabe quando o lado de Jesus é cortado e sai sangue e água, então a matéria-prima para edificação da Igreja foi provido.

Sabemos que Somos uma família para Deus. Mas também somos o Corpo de Cristo, e a noiva de Cristo. O homem natural não pode ter comunhão com Deus, pois o nosso tipo de vida (Bios e Psiquê) é muito inferior ao tipo de Vida de Deus. Mas agora que temos a vida de Deus, o mesmo tipo de vida com a qual Deus vive, então podemos ter a mente de Cristo e entender os pensamentos de Deus, podemos sentir o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, podemos conhecer a vontade de Deus e querer o que Deus quer decidindo ser cooperadores para o cumprimento do seu propósito. A diferença entre o tipo de vida do homem natural (psique) para o tipo de vida do nascido de novo(Zoe) é muito maior que a diferença entre o tipo de vida de uma árvore para o tipo de vida de um ser humano.

O novo nascimento não é uma metáfora, símbolo, simples comparação, mas uma realidade espiritual. É um milagre realizado pelo Espírito Santo de Deus nos dando uma nova natureza, que passa a expressar desejos, aspirações, propósitos espirituais.

Esse novo nascimento, não acontece na sua alma, nem no seu corpo, ele acontece no seu espírito.

O homem natural, aquele que não nasceu de novo, ele é um ser triuno? Ele tem um espírito? A resposta é sim, todo homem tem espírito. Mas o que aconteceu ao espírito do homem? Quando Deus criou o homem, Adão e Eva, Deus falou para eles algo muito sério.

Ele falou:  Olha,  de toda árvore você pode comer, mas daquela árvore, a árvore do conhecimento do bem e do mal, você não come não, porque o dia em que você comer, você vai morrer. Mesmo assim Adão comeu, nem por isso ele caiu morto, envenenado. Na Bíblia, em lugar nenhum você lê que morte é aniquilação. Morte é separação, na hora que eles comeram, eles morreram, mas a morte começou no espírito. Então, significa que Adão morreu para Deus, ele ficou separado de Deus, não pode ter comunhão com Deus mais. Então, o novo nascimento é você receber a vida de Deus no seu espírito e poder ter comunhão com Deus.

Quando você nasce de novo, você não muda por fora. Você se lembra do dia da sua conversão?! Quando chegou em casa, sua mãe ou esposa disseram: Oh! Quem é você?

Claro que não! Quando você chegou em casa após ter aceitado Jesus, todos continuaram te reconhecendo, porque o seu novo nascimento não foi físico, e nem foi na sua mente, você não teve amnésia e esqueceu tudo o que sabia, você continua sabendo tudo que sabia. O novo nascimento foi interno, foi no espírito, que é o lugar onde Deus agora veio habitar, ser nascido de Deus é nada mais, nada menos do que receber a vida de Deus dentro de si. Significa que você era uma pessoa separada de Deus, mas houve o dia em que Deus veio habitar dentro de você, é isso que é ser nascido de Deus, o seu espírito era morto até que o Espírito de Deus veio habitar dentro de você e trouxe vida.

Em I Coríntios 6:17 diz que aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Ele, você se tornou um espírito com o Senhor, porque ele veio habitar dentro de você, sendo assim, a nossa comunhão com Deus é no espírito.

Novo Testamento não é uma questão de princípios morais, é uma questão do Espírito de Deus ter vindo habitar dentro do homem e você aprender a viver do ponto de vista desta vida e não mais baseado no que você pensa, vê ou sente apenas, mas guiado pela vida de Deus dentro de você.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Filiação - A redenção e Regeneração em Cristo


Joã 1:12-14  Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;  (13)  os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.  (14)  E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.

Joã 1:18  Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.

Joã 20:17  Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.

Graças a Deus pela obra de Cristo Jesus, sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão. Hoje podemos ter comunhão com Deus e ser filhos unicamente por causa da obra redentora de Cristo Jesus.

Jesus veio ao mundo para nos redimir, nos resgatando do poder de Satanás e das suas obras, nos comprou de volta e nos restaurou integralmente (moral, física, espiritual, emocional, mental) principalmente a recuperação do propósito e objetivo de vida trazendo o homem para a posição onde Deus receba glória. Jesus também veio nos dar vida eterna, dando-nos o novo nascimento quando começamos a fazer parte da família de Deus, além disso, veio restaurar a nossa comunhão com o Pai. Ele é quem nos revelou o Pai.

Quando nos arrependemos e tomamos a decisão de nos entregarmos a Cristo como nosso Salvador e Senhor, recebemos o perdão dos nossos pecados. Mas não apenas isso, somos regenerados, ou seja, nascemos de novo. Não da vontade do homem, ou da Carne, mas de Deus. Nascemos da água e do Espírito.

João registrou que na crucificação saiu sangue e água do lado de Jesus, quando o seu lado foi cortado. Que isso significa?

O sangue é para a nossa redenção. Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.

E a água é para a nossa regeneração. Para que a vida do Senhor Jesus seja comunicada a nós. Não apenas perdão dos pecados, mas para que a vida de Jesus seja compartilhada conosco. Nós não apreciamos o suficiente essa maravilha que a vida gloriosa do Senhor Jesus foi dada a nós. Ele não nos deu vida simplesmente “Ele é a nossa vida!”

A Obra na cruz é para conduzir muitos filhos à glória. A glória da união com Cristo. Pois Cristo é a glória.

Recebemos a vida de Deus a natureza de Deus, o Espírito de Deus.

Dessa forma Cristo cumpre o seu propósito na obra da redenção:

Heb 2:10  Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos sofrimentos o autor da salvação deles.

Agora Ele não é mais o unigênito, mas o  primogênito ( o primeiro) de muitos irmãos.

Sim, Ele é o grão de trigo que veio para cair na terra (encarnação) e morrer (crucificação), pois se o grão de Trigo não morrer não virá a espiga com muitos grãos. Ele veio como o filho unigênito e morreu, e agora trouxe muitos filhos à glória para ser o primogênito.

As primeiras palavras de Jesus após a sua ressurreição estão registradas em João 20:17 Essa primeira declaração após a ressurreição fala de uma maneira sintética o resumo do resultado da obra de morte e ressurreição dele.

Durante o seu ministério Jesus chamou os seus de discípulos, de servos e de amigos. Mas o Senhor nunca havia chamado Seus discípulos de irmãos. Depois da consumação da Sua obra na cruz Ele pode agora compartilhar com os Seus a Sua própria vida e natureza. Essa é a primeira palavra tão significativa que sai da boca do Senhor: “...vai a meus irmãos e dize-lhes...

E em sequência Ele continua a linha de revelação: “subo para o meu Pai e vosso Pai”. Ele diz sobre a Sua condição eterna, pois Jesus é revelado como o filho unigênito (único), exclusivo de Deus Pai, o filho gerado de Deus, não criado por Deus, antes de todas as coisas, desde a eternidade passada, antes da fundação do mundo, antes do tempo. O eterno filho do eterno Pai. Mas logo depois acrescenta o fato de que esse Pai é agora o Pai dos discípulos. Os judeus nunca consideraram chamar a Deus de Pai. Uma relação que jamais poderiam imaginar. O Filho Unigênito aqui se tornou o primogênito entre muitos irmãos. Essa é a linha da filiação.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A Filiação

Essa semana vamos estar falando sobre filiação.

Joã 3:16  Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Joã 3:3-8  Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.  (4)  Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?  (5)  Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.  (6)  O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.  (7)  Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.  (8)  O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

Rom 8:29  Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos;

Rom 8:15-17  Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!  (16)  O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus;  (17)  e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

(Rom 9:8)  Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus; mas os filhos da promessa são contados como descendência.

(Gál 3:26)  Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.

(1Jo 3:1-2)  Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele. (2)  Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos.

 (1Pe 1:23)  tendo renascido, não de semente corruptível, mas de incorruptível, pela palavra de Deus, a qual vive e permanece.

 

O primeiro Adão


Gên 1:26-28  E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.  (27)  Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.  (28)  Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.

No princípio Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança de acordo com o Seu eterno propósito.

Primeiro é necessário entender que Adão, não possuía vida divina. Apesar de ter sido criado sem pecado, o primeiro homem não possuía nada da vida de Deus. A vida de Deus é eterna não criada. Era a intenção do Pai que Adão não somente compartilhasse de sua imagem e semelhança, mas também de Sua própria vida, espírito, natureza e mente.

Adão pode ser considerado “filho de Deus” no sentido de ter sido criado diretamente por Deus. Mas não pode ser considerado “filho de Deus” no sentido de ter a natureza e a vida de Deus. A falsa suposição de que Adão em seu estado de inocência e sem pecado era tudo aquilo que Deus havia designado que ele fosse é uma das mais terríveis vendas que tem cegado e assim impedido o crescimento e amadurecimento dos cristãos.

O primeiro Adão é “alma vivente”, ou seja, foi criado com vida natural. Somente pela união regenerada com Deus ele poderia experimentar a vida não criada de Cristo, que é o ultimo Adão, enviado como “Espírito vivificante”.

Gên 2:7  E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.

1Co 15:45-47  Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante.  (46)  Mas não é primeiro o espíritual, senão o animal; depois o espiritual.  (47)  O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.

 

Como Adão é o primeiro homem, logo todos os homens são criaturas que não possuem a vida eterna de Deus.

É evidente que ao ser criado a imagem e semelhança de Deus a humanidade foi dotada por Deus com muito mais que o restante da criação. Contudo a vida de Deus, Sua natureza e capacidade para governar somente poderiam ser alcançadas a partir do momento em que Adão tomasse a decisão de escolher o caminho e o modo de vida de Deus, então ele poderia receber a vida de Deus e tornar-se filho de Deus.

Desde o princípio era desejo de Deus que Adão se desenvolvesse moral, mental e espiritualmente. Adão era perfeito da mesma forma que um recém-nascido é perfeito, ainda que seja inexperiente e não tenha desenvolvido fisicamente, mentalmente, moralmente e espiritualmente.

Adão só se desenvolveria a medida que crescesse continuamente através de uma série de escolhas de caráter moral. Assim Adão transformaria a vida natural em vida espiritual por meio da obediência a Deus. Adão precisava decidir voluntariamente se uniria a sua vontade à vontade de Deus escolhendo ser dependente dEle.

Por isso havia diante de Adão duas escolhas representadas por duas árvores no Jardim: A árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

No centro do Jardim estava a árvore da vida. Se Adão comesse dessa árvore Ele receberia dentro de si a vida do próprio Deus, que é vida eterna, o Espírito de Deus, a natureza de Deus e a mente de Deus. Vivendo assim para Deus e a partir da vida de Deus. Isto é uma vida de dependência de Deus. Ele teria se tornado de fato filho de Deus. Cumprindo o propósito de Deus, pois viveria uma vida de união com Deus onde se submeteria à direção e governo do Espírito Santo, pois esse é o propósito da filiação – a expressão da vida de Deus através dos homens.

Rom 8:14  Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

 

A árvore da vida é um tipo de Jesus, pois era propósito de Deus, desde antes da fundação do mundo, partilhar a Sua vida por meio de Seu Filho Jesus Cristo. Caso Adão tivesse obedecido a Deus e visto o valor da árvore da vida, então teria recebido a filiação. Assim ele se alimentaria continuamente da árvore da vida cumprindo assim o propósito de Deus.

Contudo Adão escolheu a árvore do conhecimento do bem e do mal, mesmo tendo sido proibida por Deus. Foi a escolha de uma vida independente de Deus, uma vida egoísta. Não viveria segundo a instrução de Deus, nem submisso ao Espírito, mas agora viveria na força de sua própria alma. Quis ser o seu próprio Deus, vivendo segundo a sua própria cabeça. Ao invés de decidir unir a sua vontade à vontade de Deus, o homem decidiu unir a sua vontade à vontade de Satanás. Se tornando assim escravo do diabo, da carne e do pecado. E o homem agora  se tornou inadequado para o propósito de Deus.

Rom 3:23  Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;

Rom 5:12  Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.

Rom 7:5  Pois, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, suscitadas pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.

Rom 7:5  Pois, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, suscitadas pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.

Rom 7:23-24  mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros.  (24)  Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?

Efs 2:1-3  Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,  (2)  nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência,  (3)  entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.

Joã 8:44  Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

o pecado e pecados


Esta série de pensamentos está intimamente relacionada e plenamente confirmada por dois princípios estabelecidos na "Lei do sacrifício pacífico".

No versículo 13 do capítulo 7 de Levítico lemos: "Com os bolos oferecerá pão levedado". E ainda no versículo 20 lemos: "Porém, se alguma pessoa comer a carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, tendo ela sobre si a sua imundícia, aquela pessoa será extirpada dos seus povos". Aqui temos as duas coisas claramente postas diante de nós, a saber; o pecado em nós e o pecado sobre nós. O "fermento" era permitido porque havia pecado na natureza do adorador. A "imundícia" não era permitida porque não devia haver pecado na consciência do adorador. Onde há pecado não pode haver comunhão. Deus tem provido expiação pelo sangue para o pecado que Ele sabe existir em nós. Por isso lemos acerca do pão levedado no sacrifício pacífico "E de toda oferta oferecerá um deles por oferta alçada ao SENHOR, que será do sacerdote que espargir o sangue da oferta pacífica" (versículo 14). Por outras palavras, o "fermento" na natureza do adorador estava perfeitamente expiado pelo "sangue" do sacrifício. O sacerdote que recebe o pão levedado é quem deve espargir o sangue. Deus afastou da Sua vista o nosso pecado para sempre. Apesar do pecado estar em nós, não é objeto para fixar os Seus olhos. Ele vê só o sangue; e portanto pode andar conosco e consentir ininterrupta comunhão consigo. Porém, se permitirmos que "o pecado" que está em nós se desenvolva na forma de "pecados", então, tem de haver confissão, perdão e purificação, antes de podermos comer outra vez da carne da oferta pacífica. A exclusão do adorador, por causa de impureza mencionada no cerimonial, corresponde à suspensão de um crente da comunhão, por causa de pecado por confessar. Intentar ter comunhão com Deus em nossos pecados implicaria a blasfema insinuação de que Ele podia andar em companhia do pecado. "Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade" (1 Jo 1:6).

A luz da precedente linha de verdade, podemos finalmente ver quanto erramos, quando supomos ser um sinal de espiritualidade estarmos ocupados com os nossos pecados. Poderia o pecado ou os pecados jamais serem o fundamento ou alimentar a nossa comunhão com Deus? Não, certamente. Já vimos que, enquanto o pecado é o objetivo que temos perante nós, a comunhão tem de ser interrompida. A comunhão só pode ser "na luz"; é indubitável que não há pecado na luz. Na luz só se pode ver o sangue que tirou os nossos pecados e nos trouxe para perto, e o Advogado que nos mantém perto de Si. O pecado foi esquecido para sempre naquele lugar onde Deus e o adorador se encontram em santa comunhão. O que é que constituiu o elemento de comunhão entre o Pai e o pródigo? Foram os trapos deste? Foram as bolotas da "terra longínqua"?- De modo nenhum. Não foi nada que o pródigo trouxe consigo. Foi a rica provisão do amor do Pai—"o bezerro cevado". Assim é com Deus e o verdadeiro adorador. Alimentam-se em conjunto e elevada comunhão d'Aquele cujo precioso sangue os associou para sempre nessa luz da qual nenhum pecado pode jamais acercar-se.

Nem por um instante precisamos de supor que a verdadeira humildade se mostre ou se promova recordando os nossos pecados ou lamentando-nos sobre eles. Uma tristeza impura e dolorosa pode assim ser aumentada; mas a verdadeira humildade salta sempre de uma origem totalmente diferente.

Quando é que o pródigo mais se humilhou? Quando "caiu em si", na terra longínqua, ou quando chegou a casa do Pai e se reclinou no seu seio? Não é evidente que a graça que nos eleva às mais elevadas alturas de comunhão com Deus, é a única que nos conduz às maiores profundidades de uma genuína humildade? Sem dúvida. A humildade que tem a sua origem na remoção dos nossos pecados deve ser sempre mais profunda do que aquela que resulta de os descobrirmos. A primeira liga-nos com Deus; a última relaciona-nos com o ego. O meio de se ser verdadeiramente humilde é andar com Deus no conhecimento e poder do parentesco em que Ele nos colocou. Ele fez-nos Seus filhos; e se andarmos como tais seremos humildes.